Rede GTB

Etanol ou gasolina: qual compensa mais no carro flex?

Nos últimos anos, a escolha entre etanol ou gasolina passou a ocupar espaço nas conversas que o Comercial da Rede GTB conduz com motoristas de carro flex nas pistas do Rio de Janeiro. A dúvida é legítima, já que o preço dos dois produtos oscila com frequência e a diferença entre eles muda de uma semana para outra. Decidir apenas pelo valor exibido na bomba, porém, pode levar a conclusões equivocadas. O rendimento de cada combustível, o perfil de uso do veículo e até a procedência do produto interferem no resultado final, e entender essas variáveis ajuda a transformar o abastecimento em uma decisão mais racional.

A regra dos 70% ainda funciona?

O cálculo mais conhecido parte de uma diferença física entre os combustíveis. Como o etanol entrega menos energia por litro, o motor flex consome, em média, cerca de 30% a mais dele para percorrer a mesma distância. Daí vem a referência popular de que o etanol compensa quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina. Em termos concretos, se a gasolina custa R$ 6,00, o etanol vale a pena quando está a R$ 4,20 ou menos. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina e observar se o resultado fica abaixo de 0,7.

A conta, contudo, é uma aproximação. Motores mais recentes apresentam relações de consumo diferentes, que podem tornar o etanol vantajoso mesmo acima desse limite ou, ao contrário, exigir uma diferença maior de preço. O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro, divulga o consumo de cada modelo com os dois combustíveis e serve como parâmetro mais preciso. A fórmula é útil, mas a Rede GTB viu o etanol ganhar e perder competitividade diversas vezes desde sua introdução no mercado, prova de que o consumo real registrado pelo próprio carro, que reflete trajetos, trânsito e estilo de condução, merece acompanhamento constante.

Rede GTB
Rede GTB

Etanol ou gasolina vai além do preço por litro

O desempenho também entra na balança. Por ter octanagem mais elevada, o etanol permite que muitos motores flex entreguem mais potência e respostas mais rápidas, característica percebida em ultrapassagens e subidas. A gasolina, em contrapartida, oferece maior autonomia, o que reduz as paradas para abastecer em viagens longas ou em rotinas de alta quilometragem. Cabe lembrar que a gasolina vendida no país já contém etanol anidro em sua composição, com mistura obrigatória elevada para 30% a partir de agosto de 2025, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Energética.

Há ainda o aspecto ambiental. Produzido a partir da cana-de-açúcar, o etanol é renovável e, quando considerado todo o ciclo de produção e uso, emite menos gases de efeito estufa do que o combustível fóssil. Somado ao preço competitivo em boa parte do ano, esse conjunto de vantagens ajuda a explicar a mudança de comportamento nas cidades fluminenses. Não por acaso, o etanol se consolida como combustível principal de muitos carros de passeio no Rio, com a Rede GTB registrando essa migração de hábito nas bombas de suas unidades.

Procedência pesa tanto quanto a conta

Operadora de postos bandeirados e de bandeira branca, a Rede GTB abastece suas unidades a partir de parcerias com grandes distribuidoras, o que dá previsibilidade à oferta dos dois produtos. A origem importa porque combustível fora de especificação anula qualquer economia calculada na bomba. No caso do etanol, o excesso de água é um dos problemas mais conhecidos, capaz de comprometer o rendimento e provocar falhas no sistema de alimentação. Na gasolina, a adulteração com solventes afeta o funcionamento do motor e pode gerar reparos de alto custo.

O consumidor tem a seu favor instrumentos simples de proteção. A regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis assegura ao cliente o direito de solicitar, no próprio posto, testes de qualidade do combustível, como a medição da densidade e do teor alcoólico. Guardar a nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo da média da região completam os cuidados básicos. A decisão entre um produto e outro permanece nas mãos de quem dirige, e à Rede GTB cabe garantir que etanol e gasolina cheguem às bombas dentro das especificações exigidas.

Compartilhe este artigo