Conforme evidencia a Dra. Dayse Ketren Souza, a esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, e seu tratamento geralmente envolve terapias medicamentosas, fisioterapia e apoio psicológico. A cirurgia não é uma opção de tratamento padrão para a EM, pois a doença é causada por uma resposta autoimune que danifica a mielina, a camada protetora dos nervos. No entanto, em casos específicos, complicações decorrentes da EM podem exigir intervenção cirúrgica.
Neste artigo, vamos explorar mais sobre o assunto.
Em quais situações a cirurgia pode ser necessária para pacientes com EM?
Embora a cirurgia não trate a esclerose múltipla diretamente, ela pode ser necessária para lidar com complicações secundárias da doença. Uma das situações mais comuns é a espasticidade grave, que causa rigidez muscular extrema e dor, limitando a mobilidade e a funcionalidade do paciente. Quando tratamentos convencionais, como medicamentos e fisioterapia, não são suficientes, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados.
Segundo a Dra. Dayse Ketren Souza, a rizotomia dorsal seletiva envolve a secção de nervos específicos para reduzir a espasticidade, enquanto a bomba de baclofeno é um dispositivo implantado que libera medicamentos diretamente no líquido cefalorraquidiano para relaxar os músculos. Esses procedimentos podem melhorar significativamente a mobilidade e a qualidade de vida.
Quais são os riscos e desafios da cirurgia para pacientes com EM?
A cirurgia em pacientes com esclerose múltipla apresenta desafios únicos, pontua a Dra. Dayse Ketren Souza. A doença pode afetar a capacidade de recuperação do corpo, aumentando o risco de complicações pós-operatórias, como infecções ou dificuldades na cicatrização. Além disso, a anestesia pode interagir com os medicamentos usados para controlar a EM, exigindo um planejamento cuidadoso.

A recuperação após a cirurgia para pacientes com esclerose múltipla pode ser mais lenta e complexa do que para outros indivíduos. A fisioterapia pós-operatória é essencial para ajudar o paciente a recuperar a mobilidade e a força muscular, especialmente em casos de cirurgia para espasticidade ou compressão medular. O acompanhamento psicológico também pode ser necessário, para lidar com o estresse e a ansiedade durante o processo de recuperação.
Qual é o papel da equipe multidisciplinar na decisão cirúrgica?
A decisão de realizar uma cirurgia em pacientes com esclerose múltipla deve envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo neurologistas, cirurgiões, fisioterapeutas e psicólogos. Essa abordagem garante que todos os aspectos da doença e do paciente sejam considerados, desde o impacto físico até o emocional. A equipe também deve avaliar o estágio da EM, a gravidade dos sintomas e o histórico médico do paciente para determinar se a cirurgia é a melhor opção.
Antes de considerar a cirurgia, os pacientes com esclerose múltipla geralmente passam por tratamentos não invasivos, enfatiza a Dra. Dayse Ketren Souza. Para a espasticidade, opções como fisioterapia, medicamentos (como baclofeno ou toxina botulínica) e terapia ocupacional são tentadas primeiro. No caso de compressão medular, tratamentos conservadores, como analgésicos, corticosteroides e fisioterapia, podem ser eficazes.
Portanto, embora a cirurgia não seja um tratamento padrão para a esclerose múltipla, ela pode ser necessária em casos específicos para aliviar complicações graves. De acordo com a Dra. Dayse Ketren Souza, com o apoio de uma equipe multidisciplinar e um planejamento detalhado, a cirurgia pode oferecer alívio significativo e melhorar a qualidade de vida de pacientes com EM. A prioridade sempre deve ser o bem-estar integral do paciente, buscando alternativas menos invasivas sempre que possível.
Autor: Tiberios Kirk
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital