O mercado de planos funerários no Brasil atravessa uma fase de transformação significativa, e, para Tiago Schietti, esse cenário exige atenção estratégica por parte de empresas, investidores e consumidores. Vamos explorar, ao longo deste texto, como funcionam os principais modelos de planos funerários, quais são os riscos envolvidos e onde estão as maiores oportunidades de mercado. Continue a leitura e aprofunde seu conhecimento sobre esse setor em expansão.
Quais são os principais modelos de planos funerários disponíveis no Brasil?
O setor funerário brasileiro opera, majoritariamente, por meio de três modelos de contratação: o plano individual, o plano familiar e o plano coletivo empresarial. Cada formato atende a um perfil distinto de consumidor e apresenta estruturas de custo, cobertura e rentabilidade bastante diferentes entre si. Compreender essas diferenças é o primeiro passo para avaliar o mercado com precisão.
Conforme destaca Tiago Schietti, o modelo familiar tem ganhado preferência entre os contratantes brasileiros por oferecer proteção ampla com custo diluído entre os membros do núcleo familiar. Já os planos coletivos empresariais representam uma fronteira de crescimento expressiva, especialmente em empresas de médio e grande porte que buscam agregar benefícios diferenciados aos colaboradores. Nesse contexto, a diversificação de modelos é tanto uma resposta à demanda quanto uma estratégia de captação de novos públicos.
Como o envelhecimento populacional impacta os planos funerários no Brasil?
O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Segundo projeções do setor demográfico, o país terá mais de 30% da população acima de 60 anos até 2050, o que coloca os serviços funerários em uma posição de demanda crescente e estrutural. Esse movimento não é conjuntural, é uma tendência de longo prazo que redefine o tamanho e a relevância do mercado funerário nacional.
Sob essa ótica, Tiago Schietti aponta que o envelhecimento populacional não apenas amplia a base de potenciais contratantes, como também eleva o nível de exigência dos consumidores. Famílias mais informadas buscam contratos mais transparentes, coberturas mais abrangentes e empresas com solidez financeira comprovada. Esse movimento pressiona positivamente o setor a se profissionalizar e a investir em governança e comunicação clara com o cliente.
Quais são os principais riscos dos planos funerários para consumidores e empresas?
Para o consumidor, os riscos mais recorrentes envolvem cláusulas restritivas pouco visíveis, carências extensas e a instabilidade financeira de prestadoras de menor porte. A ausência de regulamentação federal específica para o setor ainda deixa brechas que podem prejudicar famílias em momentos de extrema vulnerabilidade emocional. Por isso, a leitura criteriosa do contrato antes da adesão é uma etapa inegociável.
Do ponto de vista empresarial, como ressalta Tiago Schietti, os riscos estão concentrados na precificação inadequada dos planos, na gestão atuarial deficiente e na inadimplência de carteiras com perfil etário elevado. Empresas que não investem em tecnologia de gestão e em reservas técnicas suficientes ficam vulneráveis a desequilíbrios financeiros que comprometem a qualidade do serviço prestado e, consequentemente, a reputação da marca.

Onde estão as oportunidades de mercado nos planos funerários no Brasil?
O interior do Brasil representa uma das maiores oportunidades inexploradas do setor. Municípios de médio porte ainda contam com baixíssimas taxas de penetração de planos funerários, o que abre espaço para operadoras regionais e para franquias especializadas que consigam adaptar o modelo de negócio à realidade local. A digitalização do processo de contratação também desponta como um vetor de expansão relevante.
Nesse sentido, segundo Tiago Schietti, a integração entre tecnologia, educação financeira e serviço humanizado será o diferencial competitivo das empresas que liderarão o setor na próxima década. Plataformas digitais que facilitam a contratação, o acompanhamento do plano e o suporte em momentos de sinistro tendem a conquistar a confiança de um consumidor cada vez mais exigente e conectado.
O mercado funerário brasileiro está preparado para crescer com responsabilidade?
O setor de planos funerários no Brasil reúne condições favoráveis para uma expansão sustentável, desde que empresas e profissionais do segmento priorizem transparência, solidez financeira e inovação. O caminho para o crescimento responsável passa obrigatoriamente pela educação do consumidor e pela adoção de práticas de governança que elevem o padrão do mercado como um todo. O momento é de oportunidade, mas também de responsabilidade.
Nesse contexto, conforme orienta Tiago Schietti, as operadoras que investirem em atendimento humanizado, comunicação transparente e robustez contratual estarão mais bem posicionadas para liderar esse mercado em crescimento. Profissionalizar o setor funerário é, acima de tudo, um ato de respeito com quem mais importa: as famílias brasileiras.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

